Aliado de Temer vai responder a processo por assédio a jornalista


Aliado de Temer vai responder a processo por assédio a jornalista

O processo foi protocolado na véspera pelo PSB, após o episódio em que, ao ser solicitado pela repórter Basília Rodrigues, da rádio CBN, para mostrar a tatuagem que havia feito com o nome do presidente Michel Temer, ele ter respondido que para ela mostraria ‘só se fosse tudo’. A ação do partido afirma que o deputado cometeu ” ataques morais e de flagrante desrespeito” contra a jornalista.

Punição cabível
O partido também cita, no requerimento, que “a atitude vexaminosa e reprovável do deputado, além de ofensiva à profissional e cidadã Basília Rodrigues, expõe a Câmara dos Deputados e contribui para a deterioração da sua imagem institucional perante a sociedade”. A legenda pede, ainda, que a representação seja analisada “para aplicar punição cabível e na exata extensão das condutas praticadas pelo deputado”. 

Ao entregar a peça ao conselho, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), afirmou que o documento não pede uma punição específica ao parlamentar paraense. Segundo ele, a definição cabe ao relator do caso no Conselho de Ética. A punição para uma representação deste tipo pode variar de uma advertência até a perda do mandato.

Inelegível
“A jornalista insistentemente pede para eu tirar a roupa, mostrar a tatuagem, eu disse ‘não’. Até que em determinado momento eu disse que ‘mostro só se for o corpo inteiro’. Corpo inteiro não quer dizer nu. Eu não falei em nenhum momento ‘eu quero ficar despido para você’; ‘eu quero ficar nu para transar com você’”, argumenta o parlamentar.

No Pará, seu Estado natal, Costa (SD-PA) teve o mandato cassado, por unanimidade, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no mês passado. Agora, ele recorre junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A corte paraense o considerou culpado por receber dinheiro “oriundo de fontes não declaradas”. Refere-se à campanha dele à Câmara dos Deputados, em 2014.

Costa também teria omitido da Justiça Eleitoral o montante de R$ 410.800 de sua declaração de valores recebidos para a campanha. A decisão, no entanto, não implica no afastamento imediato de Costa da Câmara. Isso só poderá ocorrer se ele perder o recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quando então seria declarado inelegível por oito anos, além de perder do mandato.

‘Micos’ em série
Recentemente, Costa protagonizou dois episódios inusitados na Câmara. No primeiro, durante a votação para abertura do processo de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff, em abril, apareceu na tribuna enrolado na bandeira do Pará; além de explodir no local um bastão de confetes.

O segundo ocorreu durante a votação, na Comissão de Ética da Câmara, pela cassação do mandato do deputado Eduardo Cunha. Ele era ferrenho aliado do peemedebista. Depois de encaminhar a votação contrária à cassação, o deputado surpreendeu a todos. Votou a favor do afastamento do hoje presidiário em Curitiba.

Mais recentemente, Costa apareceu no noticiário político após fazer uma tatuagem de hena no ombro. Ele escreveu o nome de Temer. Isso, antes de votar para que a Câmara impedisse que o peemedebista fosse julgado no STF. A gravura é a mesma que, agora, lhe rende um processo no Conselho de Ética.

Fonte:Correiodobrasil

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