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Foi
Ferreira Pena, quem encontrou essa cerâmica, nas lapas de
um afluente do Rio Maracá na região da Serra do Laranjal,
no Amapá, em 1871. São urnas zoomorfas, antropozoomorfas e
tubulares. Quase todas encontradas com ossos ou fragmentos
de ossos, eram fechadas por finos cordões enfiados em orifícios,
unindo o corpo da urna com a tampa. Eram lacrados por uma
espécie de cimento. Essas urnas não estavam enterradas e sim
dispostas em certa ordem sobre o solo das grutas. Muitas foram
destruídas pelos animais ou pelas raízes das árvores. Algumas
peças apresentavam pinturas e decoração. Ferreira Pena diz
que a origem dessa cerâmica é dos Caraíbas, já Ladislau Neto
diz que os Maracás são os antepassados dos Marajoaras. A cerâmica
Maracá não faz parte das tradições ceramistas existentes.
Ela é classificado como fase não filiada. |
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